7 passos para não se deixar influenciar por pensamentos negativos!

A terapia cognitiva, segundo Judith Beck (1997), baseia-se no modelo cognitivo que levanta a hipótese de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados por sua percepção dos eventos.

Não é uma situação isolada que determina o que o indivíduo sente, mas o modo como ele interpreta tal situação. De um modo geral esses pensamentos são rápidos e avaliativos e não são resultantes de deliberação e raciocínio. Portanto, esses pensamentos parecem surgir automaticamente, de repente, provocando uma emoção como marca.

De acordo com Robert Leahy (2006), estados estressantes como depressão, ansiedade e raiva frequentemente são mantidos ou exacerbados por maneiras de pensar exageradas ou tendenciosas. Sendo, o papel do terapeuta, ajudar o paciente a reconhecer este modo de pensar e modificá-lo através de evidências lógicas.

É possível que esses pensamentos sejam identificados prestando-se atenção nas mudanças de afeto. Por exemplo: o que estava passando pela sua cabeça ainda agora?

Quando os pensamentos automáticos são identificados torna-se possível avaliar a validade deles. Ao verificar-se que a interpretação deles é errônea e corrigi-la, provavelmente descobre-se que o humor melhora. Pois, quando os pensamentos disfuncionais são sujeitos à reflexão racional, as emoções de um modo geral mudam.

Resumindo, se nossos pensamentos forem distorcidos isso refletirá em nosso comportamento, gerando medos, angústias e até doenças. Porém, se nossos pensamentos forem adaptativos, positivos, consequentemente, teremos boa saúde e seremos mais felizes.

Mas, como pensar, afinal?

A seguir, sete passos que vão ajudá-los nesse exercício de como pensar:

1.    Expanda seu foco. Pense no que é verdadeiro. “O que você não está considerando?”. Vivemos tempos de negativismo e desespero para muitos. Por esse motivo, você precisa se educar para ver, mesmo nas pequenas coisas, algo de belo, de bom, de direito. Isso é uma tarefa fácil? Claro que não!!!! A tendência é que, em meio ao caos, você passe a vê-lo também. Pergunte-se a si mesmo “O que está indo bem?”. “O que está acontecendo e que eu estou de acordo?”. Lembre-se que, ainda há nascer e pôr-do-sol para contemplar, chuva para cair, jardins para passear… E nada disso demanda dinheiro.

2.    Seja específico. Pergunte a si mesmo “Quais são os fatos dessa situação? É mesmo tão ruim quanto estou pensando?”. Evite usar expressões muito amplas e absolutas, como: todos, tudo, sempre, nenhum, nunca, todo mundo e ninguém. Pense que cada momento é especial. Cada vivência é única! Então aproveite-a!

3.    Enxergue os pontos intermediários. Você vê apenas duas categorias? Bons ou ruins, perfeitos ou defeituosos, sucesso ou fracasso, preto ou branco? Pergunte a si mesmo “Estou sendo justo? Quais possibilidades não estou considerando quando vejo as coisas em termos de tudo ou nada?”. Viva um romance com a vida, abrace as crianças, faça companhia aos idosos, encontre seus amigos, leia um bom livro, ouça música. Detenha-se nas coisas agradáveis.

4.    Considere todas as possibilidades. Você pensa que não haverá esperança no seu futuro ou que será cheio de coisas ruins sem considerar outras possibilidades? Pergunte a si mesmo “O que mais pode acontecer? Que possibilidades não estou considerando? A situação poderá melhorar de alguma maneira?”. Avalie todas as probabilidades.

5.    Seja flexível. Se você tem uma ideia fixa e particular de como as coisas “deveriam” ser, fica frustrado quando suas expectativas não são atingidas, pergunte a si mesmo: “Como posso ser mais flexível nessa situação para que todos fiquem um pouco mais satisfeitos ou felizes? Como posso fazer para equilibrar tal situação?”.

6.    Pense racionalmente. Você acredita que seus sentimentos dizem realmente quem você é? Pergunte a si mesmo “Quais são as evidências de que meus julgamentos são totalmente verdadeiros? Pode haver outra explicação para o que estou sentindo?”. Lembre-se, atente-se às evidências.

7.    Permaneça livre de julgamentos. Você atribui um rótulo negativo a você mesmo, aos outros e às situações, sem olhar para todos os fatos? Pergunte a si mesmo “Estou sendo justo comigo mesmo, com os outros e com a situação? Estou me deixando de fora de alguma possibilidade?”.

Enfim, pense em todos os motivos que você tem para agradecer. Quantas lutas você já venceu? Quantos obstáculos já superou?

Se olhar para trás, que seja para ver o que pode melhorar da próxima vez, que seja para ver o quanto já percorreu em sua caminhada, que seja para encher-se de fôlego e seguir adiante.

Viva suavemente, ainda que tudo pareça contrário, ainda que cheio de responsabilidades. O amanhã poderá trazer coisas surpreendentes!

Texto escrito por: Maria Lúcia T.

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Referências:

BECK, J. Terapia cognitiva: teoria e prática, Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.

LEAHY, R. L. Técnicas de terapia cognitiva: manual do terapeuta, Porto Alegre, Artmed, 2006.

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