Como a vulnerabilidade no trabalho impacta o mundo corporativo?

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Não faz muito tempo que demonstrar vulnerabilidade no trabalho era visto como um sinal de fraqueza e de um profissional despreparado. Em uma cultura corporativa conservadora e tradicional, há alguns anos, os colaboradores  eram estimulados a serem “como pedras”, ou seja, era prevista a máxima “separe sua vida profissional da sua vida pessoal”. 

Atualmente, porém, fica cada vez mais claro que os fatores pessoais interferem diretamente na produtividade dos colaboradores. Fica evidente, por exemplo, que sintomas de ansiedade podem refletir problemas como acúmulo de funções, agenda lotada, falta de perspectiva de crescimento no trabalho, por exemplo. Por esse motivo, é preciso que as empresas passem a acompanhar com atenção a saúde mental de seus colaboradores.

Nesse artigo, vamos apresentar alguns dados que mostram os benefícios de implementar, quando possível, um programa de qualidade de vida no trabalho e como ele  pode evitar os problemas mais comuns no ambiente corporativo, como a procrastinação e ansiedade

O que é a vulnerabilidade no trabalho?

Basicamente, a vulnerabilidade é nos sentirmos envergonhados e expostos diante de momentos de incertezas e risco. Ela é a causa de nossos medos e da ansiedade nessas situações. Segundo a pesquisadora estadunidense Brené Brown, enfrentamos os maiores problemas no trabalho quando evitamos situações ou relações que possam provocar esse sentimento.

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Como falamos anteriormente, é cultural na maioria das empresas que a vulnerabilidade no trabalho seja vista como uma abertura para que o outro possa se “destacar” frente a você e/ou ser considerado um “melhor” e mais “capacitado” profissional e, dessa forma, muitas vezes somos encorajados a suprimir nossas emoções. Assim, acabamos por desenvolver sintomas de ansiedade diante de situações que possam nos deixar expostos, vulneráveis, em nosso ambiente de trabalho. 

O problema maior é que, ao não abraçar sua própria vulnerabilidade, os colaboradores podem não desempenhar suas funções da melhor forma possível. Uma liderança que não abraça suas vulnerabilidades, por exemplo, tem maior dificuldade em estabelecer diálogos empáticos e evita conversas difíceis, mesmo que sejam para fornecer feedbacks honestos e produtivos. Isso tem impacto direto na rotina de seu time, por exemplo, visto que, com a ausência de feedbacks, não se sentem valorizados e não conhecem suas qualidades e pontos de melhoria.

Como as empresas podem trabalhar a vulnerabilidade como fator positivo? 

As empresas mais atentas e dispostas a estabelecerem um programa de qualidade de vida no trabalho, que coloque em foco a saúde mental de seus colaboradores, seguem em busca de alternativas para trabalhar a vulnerabilidade como um fator positivo dentro do ambiente de trabalho. Conhecer as próprias limitações e as limitações do outro facilita para que todo o time tenha um melhor engajamento em busca dos melhores resultados. 

Os treinamentos em grupo, ter a disposição benefícios como a terapia – principalmente se realizada em ambiente virtual, por conta da pandemia – podem auxiliar para que cada um dos colaboradores possa buscar o autoconhecimento necessário para entender suas próprias vulnerabilidades e diagnosticar quais são os principais fatores que possam levá-los à procrastinação e ansiedade para assim evitá-los ou tratá-los. 

Reconhecer os sintomas de ansiedade aparece como uma necessidade primordial para começar a tratar as próprias vulnerabilidades como fatores recorrentes no dia a dia e transformar essa informação em uma ferramenta que possa agregar valor ao time. 

Entender e abraçar suas vulnerabilidades é, então, um exercício de autoconhecimento que deve ser apoiado pela empresa e, para isso, contar com auxílio de especialistas em saúde mental no ambiente laboral – como a OrienteMe – é essencial. 

É hora de transformar o ambiente de trabalho

Uma empresa que estabeleça uma cultura organizacional que incentive a interação entre os colaboradores em um ambiente saudável é muito mais propensa ao sucesso. 

Em uma analogia ao jogo de peteca, reconhecer as próprias vulnerabilidades no trabalho e a dos parceiros é saber como e quando agir para não deixar a peteca cair. Mas, é claro, que essa prática exige treinamento e as mudanças não ocorrem do dia para a noite. 

O que realmente importa é que ser vulnerável e reconhecer-se assim, nos proporciona acesso a novas possibilidades que antes eram bloqueadas em nossas mentes. 

É preciso lembrar também que a empatia e a compaixão no ambiente de trabalho são essenciais para estabelecer um clima organizacional que favoreça o reconhecimento dessas vulnerabilidades. 

Dessa forma, é possível afirmar que empresas que estabeleçam o diálogo direto, transparente e humanizado com seus colaboradores têm muito mais chances de sucesso.

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