Orienteme Saúde Ocupacional e Bem Estar corporativo

Qualidade de vida no trabalho

Doenças crônicas que causam afastamento do trabalho

Raquel Almeida -

Conheça mais sobre as doenças crônicas e saiba quais as maiores responsáveis pelo afastamento dos colaboradores

Em meio ao crescente aumento das doenças crônicas na população trabalhadora, é crucial compreender o impacto dessas condições no ambiente corporativo e quais são elas.

Doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, não só afetam a saúde dos funcionários, mas também resultam em afastamentos frequentes, redução da produtividade e custos elevados para as empresas. 

A importância de compreender as doenças crônicas no ambiente de trabalho

Com o aumento da expectativa de vida e a permanência prolongada no mercado de trabalho, é inevitável que condições crônicas de saúde se tornem mais comuns entre os empregados. 

Compreender essas doenças e seus efeitos é essencial para criar um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Empresas informadas podem implementar políticas e programas que ajudam a diminuir os impactos negativos dessas condições, garantindo a saúde e o bem-estar de seus funcionários.

Principais doenças crônicas que causam afastamento do trabalho

Diversas doenças crônicas podem levar ao afastamento do trabalho, impactando tanto a vida dos funcionários quanto o desempenho das empresas. 

Entre as mais comuns, destacam-se o diabetes, a hipertensão arterial, as doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, musculoesqueléticas e mentais. Cada uma dessas condições apresenta desafios específicos que precisam ser gerenciados de maneira eficaz no ambiente corporativo.

Diabetes

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade do corpo de regular os níveis de açúcar no sangue. Isso pode levar a uma série de complicações de saúde, incluindo problemas cardiovasculares, danos nos nervos e insuficiência renal. 

No ambiente de trabalho, funcionários com diabetes podem enfrentar desafios diários relacionados ao controle da doença, o que pode resultar em afastamentos frequentes. Programas de gestão de saúde que incluem monitoramento regular, suporte nutricional e educação sobre a doença podem ajudar a reduzir esses impactos.

Hipertensão arterial

A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma condição crônica que aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames. Funcionários com hipertensão frequentemente precisam de acompanhamento médico contínuo e podem necessitar de ajustes em seus horários de trabalho para consultas médicas e tratamentos. 

Empresas podem apoiar esses funcionários através de programas de bem-estar que incentivam a atividade física, alimentação saudável e gerenciamento do estresse.

Doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares, que incluem condições como infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca, são uma das principais causas de afastamento do trabalho. Funcionários que sofrem de doenças cardiovasculares podem ter limitações físicas que afetam seu desempenho e frequência no trabalho. 

Medidas preventivas, como campanhas de conscientização sobre os fatores de risco e a promoção de um estilo de vida saudável, são fundamentais para reduzir a incidência dessas doenças.

Doenças respiratórias crônicas (asma, DPOC)

Doenças respiratórias crônicas, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), são comuns entre trabalhadores e podem levar a crises frequentes e incapacitantes. 

Esses funcionários podem necessitar de um ambiente de trabalho adaptado, com controle de poluentes e alérgenos. Além disso, programas antitabagismo e educação sobre a gestão dessas doenças podem ser uma boa solução para a conscientização e prevenção.

Doenças musculoesqueléticas (artrite, dor crônica)

Condições como artrite e dor crônica são responsáveis por um grande número de afastamentos do trabalho. Essas doenças causam dor e limitação de movimento, dificultando a realização de tarefas. 

Ergonomia no local de trabalho, pausas regulares e programas de reabilitação física são essenciais para ajudar esses funcionários a manterem-se ativos e produtivos.

Doenças mentais (depressão, ansiedade)

A saúde mental é um aspecto crítico do bem-estar no trabalho. Apesar de nem sempre serem mencionadas, doenças mentais como depressão e ansiedade também podem ser crônicas. Depressão e ansiedade são condições comuns que podem resultar em afastamentos prolongados. 

As empresas devem desenvolver um ambiente de trabalho que apoie a saúde mental, oferecendo acesso a serviços de aconselhamento, programas de mindfulness e políticas que incentivem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Impactos das doenças crônicas no ambiente corporativo

As doenças crônicas afetam diretamente a dinâmica e a eficiência no ambiente corporativo. Entre os impactos mais notáveis estão a redução da produtividade, o aumento do absenteísmo, a elevação dos custos com saúde e o impacto no clima organizacional. 

Entender esses efeitos é fundamental para a implementação de estratégias eficazes de gestão.

Redução da produtividade

A presença de doenças crônicas entre os funcionários pode levar a uma redução significativa na produtividade. Sintomas como fadiga, dor e dificuldades de concentração afetam diretamente a capacidade de trabalho dos indivíduos. 

Implementar estratégias de gestão de saúde pode ajudar a minimizar esses efeitos e manter a saúde dos colaboradores em dia, contribuindo para o todo da empresa.

Aumento do absenteísmo

O absenteísmo é um dos impactos mais diretos das doenças crônicas no ambiente de trabalho. Funcionários com condições crônicas tendem a se ausentar mais frequentemente devido a consultas médicas, tratamentos e períodos de recuperação. 

Esse aumento nas ausências pode sobrecarregar outros funcionários e impactar negativamente a moral da equipe. Políticas de trabalho flexíveis e suporte médico, como planos de saúde adequados, podem ajudar a gerenciar esse absenteísmo de maneira eficaz.

Elevação dos custos com saúde

A elevação dos custos com saúde devido às doenças crônicas no ambiente corporativo é uma questão que vai além do tratamento médico direto. Esses custos adicionais são um reflexo direto da sinistralidade, que é um indicador fundamental nas políticas de seguros de saúde corporativos.

Sinistralidade refere-se à relação entre o valor gasto pela seguradora para cobrir as ocorrências de sinistros e o valor arrecadado com os prêmios pagos pelos segurados. 

No contexto corporativo, um alto índice de sinistralidade geralmente indica uma prevalência elevada de condições crônicas de saúde entre os empregados, o que pode levar ao aumento dos prêmios de seguro saúde. 

Isso ocorre porque as seguradoras precisam compensar os custos mais altos de sinistros com prêmios mais elevados, o que, por sua vez, aumenta as despesas operacionais da empresa. Investir em programas de saúde preventiva e promoção da saúde no local de trabalho pode ser uma estratégia eficaz para mitigar esse problema. 

Impacto no clima organizacional

O clima organizacional pode ser negativamente impactado pela presença de doenças crônicas no ambiente de trabalho. Funcionários que frequentemente se ausentam ou têm limitações físicas podem gerar sentimentos de tristeza, frustração ou sobrecarga entre os colegas. 

Outro ponto é que a falta de entendimento ou apoio adequado pode levar a estigmatização desses funcionários. Um ambiente inclusivo e de suporte, com educação sobre doenças crônicas e incentivo à empatia, é essencial para manter um clima organizacional positivo.

Estratégias para gestão eficaz das doenças crônicas no trabalho

Para gerenciar de forma eficaz as doenças crônicas no ambiente de trabalho, as empresas devem adotar uma abordagem integrada. Aqui estão algumas estratégias:

  1. Programas de bem-estar: Implementar programas que incentivem hábitos saudáveis, como atividade física, alimentação balanceada e gestão do estresse, pode ajudar a prevenir e controlar doenças crônicas. Incluir programas de orientação física para empresas pode ser uma boa solução.
  2. Flexibilidade no trabalho: Horários de trabalho flexíveis e a possibilidade de home office pode ajudar funcionários com condições crônicas a gerenciar melhor sua saúde e suas responsabilidades profissionais.
  3. Educação e conscientização: Realizar campanhas de conscientização sobre doenças crônicas e oferecer treinamento para gestores e colegas pode ajudar a criar um ambiente de trabalho mais compreensivo e inclusivo.
  4. Suporte médico no local: Ter acesso a profissionais de saúde no local de trabalho, como médicos, nutricionistas e psicólogos, pode facilitar o acompanhamento e o tratamento contínuo de doenças crônicas.
  5. Políticas de inclusão: Desenvolver políticas que garantam a inclusão e o suporte a funcionários com doenças crônicas, evitando discriminação e promovendo a igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho.

Ao adotar essas estratégias, as empresas não apenas melhoram a qualidade de vida de seus funcionários, mas também garantem um ambiente de trabalho mais produtivo e sustentável. Com a gestão adequada das doenças crônicas, é possível reduzir o absenteísmo, aumentar a produtividade e criar um clima organizacional positivo e inclusivo.

Mais sobre Saúde Ocupacional

O que é um Coach físico para empresas? Vale a pena?

O que é a ergonomia no trabalho, qual a importância e como desenvolver

Como escolher a nutricionista ideal para sua empresa

E-BOOK GRATUITO

e-Book Segurança Psicológica: o guia completo para criar equipes inovadoras​