Qualidade de vida no trabalho

Saúde e bem-estar no trabalho: como grandes empresas estruturam programas corporativos de alto impacto

Renata Tavolaro - Head de Psicologia da orienteme e autora de autoridade em psicologia

Escrito por Renata Tavolaro

Head de Psicologia da orienteme | Psicóloga CRP 06/39083
Pós Graduada em Gestão de Pessoas e Terapia online/PUC, MBA em Gestão Estratégica/FGV com mais de 30 anos no atendimento psicoterapêutico presencial e online. Atuação com terapia cognitivo comportamental e programação neurolinguística.

A saúde e bem-estar no trabalho deixaram de ser iniciativas pontuais de RH e passaram a integrar a estratégia organizacional de grandes empresas. Em um cenário de maior cobrança regulatória, pressão por resultados sustentáveis e atenção crescente a critérios ESG, organizações maduras estruturam programas com base em dados, governança e desenvolvimento de lideranças.

Enquanto algumas empresas ainda reagem a crises, afastamentos, conflitos ou aumento de turnover, outras adotam uma abordagem preventiva e sistêmica.

A diferença está na estrutura.

Empresas reativas x empresas estruturadas

Empresas reativas costumamJá empresas estruturadas
Implementar ações isoladas após crisesMapeiam riscos organizacionais
Tratar saúde mental como benefício opcionalMonitoram indicadores continuamente
Não monitorar indicadores regularmenteCapacitam lideranças
Não integrar dados à governançaIntegram saúde e bem estar no trabalho à estratégia

Essa mudança de postura transforma o tema em vantagem competitiva.

saúde e bem-estar no trabalho

Os pilares estruturais da saúde e bem-estar no trabalho

Grandes empresas que alcançam maturidade organizacional estruturam seus programas sobre cinco pilares:

1. Diagnóstico organizacional contínuo

Não se baseiam apenas em percepção, mas em dados concretos.

2. Monitoramento de indicadores

Absenteísmo, rotatividade, engajamento e riscos psicossociais são acompanhados sistematicamente.

3. Capacitação de lideranças

Gestores são preparados para identificar sinais e agir preventivamente.

4. Integração com governança

O tema passa a compor relatórios estratégicos.

5. Comunicação e engajamento

A cultura organizacional é trabalhada de forma intencional.

Caso Capgemini: estruturação com dados e engajamento

No case da Capgemini, a orienteme apoiou a consolidação de um programa estruturado de saúde e bem estar no trabalho com foco em diagnóstico organizacional e acompanhamento contínuo.

A iniciativa envolveu:

  • Mapeamento de riscos psicossociais
  • Engajamento das lideranças
  • Monitoramento de indicadores estratégicos
  • Estruturação de ações preventivas

O diferencial foi a integração entre dados e cultura. A empresa não tratou o tema como benefício assistencial, mas como parte de sua estratégia de pessoas.

saúde e bem-estar no trabalho

Caso Siemens Industries: integração com liderança e governança

Na Siemens Industries, a estratégia de saúde e bem estar no trabalho envolveu forte alinhamento com liderança e gestão.

A implementação contemplou:

  • Capacitação estruturada de gestores
  • Integração com indicadores organizacionais
  • Monitoramento sistemático de fatores de risco
  • Consolidação de cultura preventiva

O resultado foi a transição de uma abordagem reativa para uma lógica de gestão estruturada, com impacto direto na percepção interna de segurança psicológica.

Indicadores que sustentam programas de grande porte

Grandes empresas não sustentam programas de saúde e bem estar no trabalho sem dados.

Entre os principais indicadores monitorados estão:

  • Taxa de absenteísmo
  • Turnover voluntário
  • Afastamentos por CID-F
  • Índice de engajamento
  • Percepção de segurança psicológica

Esses dados permitem identificar áreas críticas e direcionar ações com maior precisão.

Saúde e bem estar no trabalho como estratégia de longo prazo

Organizações maduras entendem que saúde e bem estar no trabalho não constroem com campanhas pontuais.

Exigem:

  • Continuidade
  • Monitoramento
  • Governança
  • Ajustes periódicos

Essa lógica transforma o tema em parte do planejamento estratégico.

O papel da orienteme na consolidação dessa estrutura

A orienteme apoia grandes empresas na estruturação de saúde e bem estar no trabalho por meio de diagnóstico organizacional, monitoramento de riscos psicossociais e desenvolvimento de lideranças.

Ao integrar dados, relatórios e acompanhamento contínuo, a empresa contribui para consolidar programas sustentáveis, alinhados às exigências contemporâneas de governança.

Mais do que oferecer suporte pontual, a proposta é estruturar um modelo consistente e escalável.

Benchmark como instrumento de maturidade

Empresas que analisam casos como Capgemini e Siemens percebem um padrão:

  • Saúde mental não é ação isolada.
  • Bem-estar não é benefício periférico.
  • Monitoramento é parte central da estratégia.

A maturidade organizacional nasce da integração entre pessoas, dados e governança.

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