Qualidade de vida no trabalho

Saúde Mental: as principais queixas do trabalho remoto

Daniela Haidar Chohfi -

Apesar de ser uma tendência que já vinha sendo adotada há alguns anos, em 2020, o trabalho remoto tornou-se uma realidade para a grande maioria das empresas. Muitas delas tiveram que se adequar ao “novo normal” sem ter muita ideia de como fazê-lo, gerando dúvidas e desentendimentos junto aos colaboradores. 

Em meio a tantas incertezas trazidas pela pandemia, os funcionários também tiveram que lidar com uma nova realidade, em que a casa virou escritório, academia, restaurante e… casa! Essas adaptações, somadas a uma rotina exaustiva, fizeram com que muitos colaboradores se sentissem ansiosos, improdutivos e sem saber equilibrar o trabalho e a saúde mental

Um estudo realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostrou que quase metade dos respondentes apresentaram um nível baixo de bem-estar e saúde mental. 

E mesmo com o passar dos meses e a fase de adaptação já finalizada, surgiram outras queixas a respeito do trabalho remoto. Tais mudanças fizeram com que os RHs olhassem para essa questão com outros olhos

Quais são as principais queixas do trabalho remoto?

A grande maioria das reclamações está ligada à comunicação entre empresa e funcionário. A falta de comunicação com gestores, a falta de confiança no trabalho da equipe e a falta de feedbacks positivos são as principais queixas dos colaboradores. Muito disso se dá pela falta de relacionamento social, que ocorria nas conversas de dia a dia e de corredores. 

Outro fator que dificulta a comunicação é a “Zoom Fobia”, que nada mais é do que o abuso de ferramentas de videoconferência para resolver questões profissionais e pessoais. Esses programas invadiram a rotina dos colaboradores e exigem mais atenção dos participantes, já que com eles não há linguagem corporal. 

Como o RH pode ajudar nesses casos?

Com tantas adaptações e questões a serem resolvidas, os RHs precisaram aprender a solucionar questões e a olhar para a saúde emocional dos seus colaboradores. Mas nem todos tiveram tempo para se adaptar a essa realidade. 

A primeira dica é incentivar o diálogo, seja ele entre funcionário e empresa, gestor e equipe ou até mesmo entre colaboradores que não trabalham em um mesmo setor. Esse contato é importante para que os vínculos não enfraqueçam e para lidar com a falta de relacionamento social. Incentive as equipes a fazerem reuniões mais curtas para que não dependam tanto das plataformas de videoconferência e apoie o diálogo. 

Lembre-se de proporcionar um ambiente saudável para que os colaboradores possam se abrir a respeito dos desafios trazidos pelo trabalho remoto e se sintam acolhidos ao fazer isso.

Além disso, estimule o quadro de colaboradores a não abrir mão de pequenas pausas durante o horário de trabalho e busque atividades relaxantes, como meditação e técnicas de respiração que podem ajudar a controlar episódios de ansiedade. 

E, por fim, treine seus gestores para que eles possam passar feedbacks positivos e constantes, como forma de deixar a equipe mais motivada e, consequentemente, mais produtiva.

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