Qualidade de vida no trabalho

Como estruturar ações de saúde mental em pequenas e médias empresas

Renata Tavolaro - Head de Psicologia da orienteme e autora de autoridade em psicologia

Escrito por Renata Tavolaro

Head de Psicologia da orienteme | Psicóloga CRP 06/39083
Pós Graduada em Gestão de Pessoas e Terapia online/PUC, MBA em Gestão Estratégica/FGV com mais de 30 anos no atendimento psicoterapêutico presencial e online. Atuação com terapia cognitivo comportamental e programação neurolinguística.

A saúde mental em pequenas e médias empresas passou a ganhar relevância não apenas como pauta de cuidado, mas como um fator diretamente ligado à sustentabilidade do negócio. Em empresas de menor porte, onde estruturas são mais enxutas e os impactos humanos se refletem rapidamente nos resultados, o tema exige abordagens práticas, viáveis e alinhadas à realidade operacional.

Este conteúdo tem como objetivo apoiar gestores, RH e lideranças de pequenas e médias empresas (PMEs) na compreensão de como estruturar ações de saúde mental de forma gradual, estratégica e compatível com seus recursos.

Por que falar de saúde mental em pequenas e médias empresas

Nas PMEs, as relações de trabalho são mais próximas, os times são menores e a ausência de um colaborador pode gerar impactos imediatos na operação. Isso faz com que questões relacionadas à saúde mental tenham efeitos diretos sobre produtividade, clima e continuidade do negócio.

Esse cenário se torna ainda mais crítico quando observado à luz dos dados nacionais. Segundo reportagem publicada pelo G1, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, o maior número da série histórica e o segundo recorde em um intervalo de dez anos. 

Ansiedade, depressão e outros transtornos psíquicos figuram entre as principais causas de concessão de benefícios por incapacidade temporária, evidenciando que o adoecimento mental já é um fenômeno estrutural no mundo do trabalho.

Para pequenas e médias empresas, esses números representam um alerta importante. Em estruturas enxutas, afastamentos prolongados tendem a gerar sobrecarga adicional nas equipes, descontinuidade operacional e impacto financeiro direto, reforçando a necessidade de ações preventivas e não apenas reativas.

Além disso, pequenas e médias empresas costumam enfrentar:

  • Acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho
  • Lideranças técnicas com pouca formação em gestão de pessoas
  • Menor acesso a programas estruturados de saúde corporativa

Esses fatores tornam a saúde mental um tema estratégico, mesmo em contextos com recursos limitados.

saúde mental em pequenas e médias empresas

Saúde mental em PMEs não exige grandes estruturas

Um erro comum é acreditar que ações de saúde mental só são viáveis em grandes empresas. Na prática, estruturar ações de saúde mental em pequenas e médias empresas não significa criar programas complexos, mas sim adotar práticas coerentes com a realidade do negócio.

O ponto central está em reconhecer fatores de risco presentes no dia a dia, especialmente aqueles ligados à organização do trabalho, à comunicação e à forma como a liderança se relaciona com os times.

saúde mental em pequenas e médias empresas

Principais fatores de risco psicossociais nas pequenas e médias empresas

Em PMEs, os riscos psicossociais tendem a estar associados a fatores como:

  • Sobrecarga constante e falta de priorização
  • Jornadas extensas ou imprevisíveis
  • Dificuldade de separação entre vida pessoal e trabalho
  • Lideranças pouco preparadas para lidar com conflitos
  • Comunicação informal que gera ruídos e insegurança

Identificar esses fatores é o primeiro passo para estruturar ações de saúde mental de forma preventiva.

Como estruturar ações de saúde mental em pequenas e médias empresas

A estruturação de ações deve seguir uma lógica simples, progressiva e adaptada à maturidade da empresa.

Diagnóstico do contexto

Mesmo sem pesquisas complexas, é possível mapear sinais de alerta por meio de conversas estruturadas, indicadores básicos de absenteísmo, rotatividade e percepção de clima.

Organização do trabalho

Revisar demandas, prioridades e fluxos ajuda a reduzir a sobrecarga e tornar o trabalho mais previsível, um fator essencial para a saúde mental.

Capacitação das lideranças

Em PMEs, líderes têm papel central. Investir em orientação básica sobre gestão de pessoas, escuta e prevenção de conflitos gera impacto direto no bem-estar das equipes.

Ações contínuas, não pontuais

Mais importante do que campanhas isoladas é a construção de práticas consistentes, integradas à rotina da empresa.

A relação entre saúde mental, riscos psicossociais e NR1 nas PMEs

A NR1 reforça a necessidade de identificar e gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais. Para pequenas e médias empresas, isso não significa burocratização excessiva, mas sim incorporar a saúde mental à lógica de prevenção já existente.

Ao alinhar ações de saúde mental à gestão de riscos, a empresa fortalece sua governança e reduz a exposição a problemas futuros.

Como a orienteme apoia pequenas e médias empresas

A orienteme apoia pequenas e médias empresas na estruturação de ações de saúde mental de forma prática, escalável e alinhada à realidade do dia a dia.

Por meio de dados, mapeamento de riscos psicossociais e apoio estratégico ao RH e às lideranças, a orienteme ajuda as PMEs a evoluir de ações pontuais para uma gestão mais estruturada da saúde mental, sem exigir modelos complexos ou distantes de sua capacidade operacional.

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