O que é estresse? Quais as causas? Quais os sintomas?

Todo mundo, em algum momento da vida, já sentiu estresse, seja por causa de um problema pessoal ou por questões relacionadas ao trabalho. O Brasil é um dos países que possui o maior índice de estresse do mundo. Segundo um estudo feito pela Isma-BR (Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil), 70% da população ativa já apresentou algum sintoma. 

Quem busca uma vida mais equilibrada e feliz deve entender melhor o que causa esse sentimento, quem é mais suscetível a desenvolvê-lo, suas consequências e formas de combatê-lo.

Saber como controlar esses períodos que podem vir acompanhados por ansiedade e angústia pode trazer muitos benefícios para a sua vida. Se você está buscando equilíbrio e tranquilidade e se interessou pelo tema, confira o texto a seguir!

O que é estresse?

O estresse é caracterizado por um um conjunto de reações mentais e físicas que o nosso organismo tem diante de situações que exigem um grande esforço emocional para serem superadas. 

Muitas pessoas acreditam que seja algo ruim. No entanto, nem sempre ele pode ser considerado um problema. Há quem, ao se sentir pressionado, tenha um rendimento acima do normal, por exemplo, e consegue trabalhar melhor sob pressão. 

Porém, a longo prazo, essa euforia causada pela correria do trabalho pode ser prejudicial  à saúde física e mental. A síndrome de burnout, por exemplo, é causada pelo esgotamento físico e mental, pelo excesso de trabalho e de pressão. 

Quais são os sintomas do estresse?

Reconhecer os sintomas não é uma tarefa fácil, embora existam alguns indícios de que é preciso prestar atenção a isso.

Ele causa alterações físicas e emocionais no corpo, podendo se manifestar com mais ou menos frequência, dependendo de pessoa para pessoa. Os principais sintomas são:

  • desconforto com alguma situação;
  • angústia;
  • ansiedade;
  • medo;
  • irritação;
  • respiração acelerada;
  • sudorese;
  • dor de cabeça;
  • insônia;
  • pressão alta;
  • contração muscular;
  • batimentos cardíacos acelerados.

Em casos mais graves pode até ocasionar um mal súbito. Outro sintoma importante que pode indicar que você está passando pelo problema é o alto nível de cortisol no sangue. Quando isso ocorre, o hormônio afeta o sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível a doenças e infecções.

Quais são os tipos de estresse?

Apesar de todos terem os mesmos sintomas, existem quatro tipos de estresse, definido de acordo com as suas causas, também chamadas de estressores. Vamos entender cada um deles:

  • cotidiano;
  • crítico;
  • traumático;
  • crônico.

Cotidiano 

Está relacionado aos acontecimentos do dia a dia, como problemas de relacionamento, dificuldades no trabalho, preocupação com a saúde. Para amenizá-lo é recomendável aproveitar momentos de descanso, respeitar horários de trabalhar, incluir atividades físicas na sua rotina. 

Crítico

Ocorre quando há grandes mudanças ou acontecimentos na vida da pessoa, independentemente de ser algo bom ou ruim. Uma promoção no trabalho, a descoberta de uma gravidez, a morte de um ente querido são alguns exemplos. Ou seja, pode ser provocado por questões pontuais que interferem na rotina do indivíduo ou da família. 

Traumático

Nesse caso, como o próprio nome já diz, o problema está ligado a choques emocionais que são maiores do que a capacidade de lidar com eles, como veteranos de guerra. Quem passa por essa categoria de estresse necessita acompanhamento psicológico para lidar com a questão e seguir em frente. 

Crônico

Está ligado a um incômodo constante ou que promove uma mudança muito grande na vida da pessoa, como uma doença crônica ou até desemprego. Geralmente, são situações que se alargam e nas quais o indivíduo tem nenhum ou pouco controle para mudar. 

O que o estresse pode causar à saúde física?

Como falamos anteriormente, existem sintomas emocionais e físicos que, se não forem tratados, podem fazer com o que o corpo sofra as consequências. Quem é muito estressado pode sofrer com dores de cabeças, dores musculares, problemas gastrointestinais e até herpes

Para aliviar o sentimento, uma pessoa estressada pode abrir mão de cuidar da saúde, abusando de substâncias como álcool e tabaco. Além de descuidar da alimentação e da rotina de exercícios. Com isso, torna-se sedentária e mais propensa a desenvolver doenças mais graves como AVC e diabetes. 

Quem é mais suscetível ao estresse?

Pessoas muito competitivas, com perfil perfeccionista ou inseguras são as mais propícias a desenvolverem crises mais graves. Além dessas, existem também os profissionais que se dedicam a mais de um trabalho ou que se cobram demais por resultados. Pessoas que trabalham em ambientes competitivos também podem desenvolver crises, como recentemente relatou a atleta Simone Biles.

É fundamental trabalhar a autoaceitação e se cobrar menos, tratando de se desligar do trabalho quando estiver em momentos de descanso. Além disso, pessoas que possuem certa dificuldade em lidar com mudanças podem precisar de ajuda psicológica para superá-las e conseguir construir uma rotina saudável. 

Como superar ou diminuir o estresse?

Quem olha para o dia a dia atarefado pensa que combater esse incômodo é impossível. A vida pode tornar-se mais leve, equilibrada e saudável com passos simples e pequenas mudanças de atitude, como:

  • dormir bem;
  • meditar;
  • reduzir a quantidade de cafeína;
  • praticar exercícios físicos;
  • fazer pequenas pausas durante o dia;
  • ter um hobby;
  • fazer exercícios de respiração.

1. Dormir bem

Durante o sono, o corpo reduz a produção dos hormônios do “estresse”, que são cortisol e adrenalina. Procure dormir de 8 a 9 horas por noite e evite usar telas por pelo menos 1 hora antes de se deitar. Ler um livro e tomar um chá podem ajudar a ter uma boa noite de sono. 

2. Meditar

A meditação é uma prática que ajuda o corpo a entrar em um estado de relaxamento profundo, melhorando a concentração e diminuindo o fluxo de pensamento. 

3. Reduzir a quantidade de cafeína

Apesar de ser uma delícia, o alto consumo de café durante o dia pode elevar os níveis de ansiedade e nervosismo. 

4. Praticar exercícios físicos

A prática regular de atividade física, principalmente a aeróbica, como corrida ou bicicleta, ajuda na produção de hormônios que provocam uma maior sensação de bem-estar. 

5. Fazer pequenas pausas durante o dia

Tirar pequenos intervalos durante o dia de trabalho, seja para tomar um chá, andar pelo escritório ou fazer carinho no pet (em casos de home office), melhoram a capacidade de concentração e aliviam a tensão. 

6. Ter um hobby

Voltar a atenção para algum projeto que te dê prazer ajuda a amenizar a sensação de tensão e pensamentos negativos acumulados durante um dia ou semana estressantes.

7. Fazer exercícios de respiração

Quando estamos estressados, a respiração acelera porque o corpo pede por mais oxigênio. Para amenizar esse sentimento e voltar ao equilíbrio, a recomendação é fazer entre 5 a 10 respirações inspirando e expirando de maneira lenta e profunda. Puxe o ar pelo nariz e solte pela boca até esvaziar os pulmões completamente.

Como a terapia pode ajudar?

Assim como qualquer doença emocional, este também deve ser tratado com terapia. Durante as sessões, o profissional poderá identificar situações que podem causar sentimento de ansiedade, depressão, nervosismo e tensão.

Com isso, terapeuta e pacientes podem trabalhar juntos para administrar essas situações. A médio prazo, o sentimento de melhora já pode ser notado.

Além disso, a terapia também promove o autoconhecimento, ajudando a lidar melhor com os gatilhos e oferecendo mais resistência contra episódios no dia a dia que podem ser considerados estressantes. 

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