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O que é saúde ocupacional? 4 dicas para promovê-la

saúde ocupacional

Valorizar e trabalhar a saúde ocupacional na sua empresa pode ser uma das melhores decisões para aprimorar a qualidade de vida dos colaboradores e, de quebra, vários indicadores de RH, como atração e retenção de talentos, produtividade e taxa de turnover.

Esse conceito vem ganhando força devido à mudança de comportamento dos profissionais. Cuidar da saúde mental e da saúde física são, respectivamente, os fatores mais importantes para os brasileiros, de acordo com um estudo da Happiness Business School e da Reconnect | Happiness at Work.

Para se ter ideia da importância desses fatores, eles estão à frente de seguir sonhos e ganhar mais dinheiro, ainda conforme a pesquisa.

Agora que a relevância do tema já foi esclarecida, vamos entendê-lo melhor para que você possa aplicá-lo na sua organização. A seguir, apresentamos as informações mais importantes sobre o assunto. Confira!

O que é saúde ocupacional?

A saúde ocupacional é uma medida preventiva que visa minimizar os riscos no ambiente de trabalho. Isso resulta em um espaço que oferece mais segurança e qualidade de vida aos colaboradores.

Importante destacar que essa iniciativa compreende todos os aspectos do ambiente, desde os físicos aos mentais. Então, pode-se afirmar que sua aplicação depende de dois fatores: infraestrutura adequada e segurança psicológica.

Um exemplo de iniciativa prática são os programas de qualidade de vida no trabalho, que se resumem a benefícios voltados à adoção de hábitos saudáveis. Nos próximos tópicos, apresentamos mais exemplos que podem ser implementados na sua empresa.

Quais são os objetivos da saúde ocupacional?

Abaixo, conheça os principais objetivos e benefícios relacionados à promoção de saúde no trabalho:

  • prevenir acidentes e doenças ocupacionais;
  • reduzir as taxas de turnover e absenteísmo;
  • melhorar a produtividade;
  • aprimorar o clima organizacional;
  • evitar processos trabalhistas;
  • reduzir a sinistralidade do plano de saúde.

Prevenir acidentes e doenças ocupacionais

Como destacamos na definição do termo, a saúde ocupacional tem como principal objetivo a prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Portanto, sua implementação pode trazer diversos benefícios tanto aos colaboradores quanto à organização.

Os profissionais costumam trabalhar com maior satisfação, engajamento e motivação. Já a empresa pode ver uma melhora em indicadores de RH e de receita. Comentamos mais sobre essas vantagens nos tópicos seguintes.

Reduzir as taxas de turnover e absenteísmo

Ninguém gosta de ficar em um local estressante e com perigo de acidentes, certo? Por isso, é bastante comum haver uma alta taxa de turnover e de absenteísmo em companhias que não valorizam a saúde dos colaboradores.

As pessoas ficam extremamente desengajadas e descontentes por terem que lidar com essas condições inadequadas. Isso resulta em pedidos de demissão e ausências recorrentes.

Além disso, acidentes e doenças ocupacionais causam longos afastamentos, o que pode gerar altos custos e perdas de produtividade para a organização.

Melhorar a produtividade

Pode-se dizer que a melhora da produtividade também é um dos objetivos e benefícios da saúde ocupacional. Isso porque os trabalhadores ficam mais motivados e engajados em realizar suas tarefas quando o ambiente é satisfatório.

Aprimorar o clima organizacional

O clima organizacional diz respeito à percepção que os colaboradores têm do ambiente de trabalho. Em geral, é utilizado como um indicador para identificar oportunidades de melhoria no ambiente e na cultura.

Como já destacado, os profissionais se sentem mais satisfeitos ao trabalharem em uma empresa onde o bem-estar físico e mental é valorizado.

Evitar processos trabalhistas

A abertura de processos trabalhistas é uma das consequências mais óbvias dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais. Esses processos podem manchar a imagem da organização e resultar em altas indenizações.

Quem vai querer trabalhar ou fazer negócio com uma companhia que tem vários processos trabalhistas, não é mesmo?

Visto que a saúde ocupacional reduz os riscos de acidentes e de desenvolvimento de doenças, há uma menor probabilidade de processos trabalhistas serem abertos.

Reduzir a sinistralidade do plano de saúde

Com a redução de acidentes e doenças, ocorre também a diminuição do uso do plano de saúde. Sendo assim, há uma redução na sinistralidade, o que significa que os custos do plano são mais baixos para a organização.

Olhando por essa perspectiva, fica claro que a saúde ocupacional entrega diversos benefícios tanto aos colaboradores quanto às empresas, não é mesmo? Por isso, recomendamos que haja um esforço para implementar medidas dessa natureza.

Qual é o estado da saúde ocupacional no Brasil?

O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab) é um sistema que reúne diversos dados sobre acidentes e doenças ocupacionais. A seguir, separamos as informações mais relevantes para entender o cenário brasileiro (todos os dados são referentes ao ano de 2020):

  • 446,9 mil notificações de acidentes de trabalho (redução de 30% em comparação com 2019);
  • 72,4 mil concessões de auxílio-doença por acidente de trabalho (redução de 63% em comparação com 2019);
  • 210,8 mil notificações de doenças ocupacionais (aumento de 5% em comparação com 2019);
  • 12,3 milhões de dias perdidos por acidente de trabalho (redução de 60% em comparação com 2019);
  • 6,1 milhões de dias perdidos por aposentadoria por invalidez (redução de 50% em comparação com 2019).

Devido a reduções significativas, muitos dados parecem animadores. Infelizmente, o cenário não é “bom” como parece. Há um grande problema de subnotificação que foi agravado pela pandemia. Muitas condições não são diagnosticadas e notificadas, especialmente mentais.

Independentemente da subnotificação, o cenário do Brasil não é nada bom, certo? Afinal, em 2020 houve mais de meio milhão de notificações de acidentes e doenças, bem como mais de 18 milhões de dias perdidos.

Diferenças entre saúde ocupacional, saúde do trabalhador, medicina do trabalho e segurança do trabalho

Como já dito, a saúde ocupacional corresponde a iniciativas focadas na construção de um ambiente saudável e seguro. Mas existem diversos outros conceitos relacionados à saúde no trabalho, não é mesmo? E qual é a diferença de cada um? Explicamos nos próximos parágrafos!

A saúde do trabalhador diz respeito a um ramo de estudos da medicina direcionado a entender a relação entre ocupação profissional e saúde. Portanto, é algo mais voltado à área acadêmica.

Já a medicina do trabalho consiste em uma área profissional que visa garantir a integridade dos colaboradores de uma empresa, seja física ou mental. Em outras palavras, médicos podem se especializar nessa área e trabalhar em organizações.

Por fim, a segurança do trabalho é um conjunto de normas e medidas direcionadas à prevenção de acidentes de trabalho, com foco na integridade física dos colaboradores.

Medidas obrigatórias de saúde ocupacional

Existem algumas medidas voltadas à promoção de saúde entre os colaboradores que são obrigatórias por lei. Logo, é importante que você as conheça e entenda. Listamos as principais a seguir:

  • Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);
  • Atestado de Saúde Ocupacional (ASO);
  • Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);
  • Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)

O PCMSO é uma medida obrigatória para preservar a integridade física e psicológica dos colaboradores. Ela é regulamentada pela Norma Regulamentadora 7 (NR 7), do Ministério do Trabalho e Previdência.

Seu principal objetivo é manter um acompanhamento preventivo dos colaboradores a fim de evitar o desenvolvimento de doenças, bem como diagnosticá-las de maneira precoce.

Na prática, isso pode ser feito por meio de exames periódicos, pesquisas de clima organizacional e conversas regulares com os profissionais. Essas iniciativas permitem que a empresa entenda o estado físico e emocional dos colaboradores.

Atestado de Saúde Ocupacional (ASO)

O ASO é uma das medidas preventivas mais importantes para as empresas. Ele faz parte do PCMSO e serve para comprovar se a pessoa está apta ou não para executar suas atividades profissionais.

Além disso, ele permite que as companhias monitorem as condições físicas e mentais de seus colaboradores, contribuindo para a manutenção da saúde.

Sendo assim, esse atestado é, obrigatoriamente, emitido em algumas situações, como admissão no trabalho e mudança de função.

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)

O PPRA também é uma medida obrigatória de acordo com a Norma Regulamentadora 9 (NR 9). Essa iniciativa tem como foco a redução de riscos relacionados ao espaço de trabalho.

Um bom exemplo são ações que evitem o contato dos profissionais com agentes físicos, químicos e biológicos capazes de causar danos à saúde. Sendo assim, pode-se dizer que é uma norma mais relacionada à segurança do trabalho, visto que seu foco é a integridade física das pessoas.

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)

A CIPA é determinada pela Norma Regulamentadora 5 (NR 5), consistindo em um grupo de colaboradores responsáveis por observar possíveis riscos e desenvolver medidas para preveni-los.

A comissão possui uma quantidade de integrantes variável de acordo com o número de trabalhadores que realizam atividades de risco — tarefas que expõem as pessoas a condições e agentes perigosos.

Uma iniciativa interessante que é realizada pela CIPA é a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), onde há uma série de eventos voltado à conscientização dos colaboradores sobre a importância da segurança no trabalho.

Como promover a saúde ocupacional na sua empresa?

Já destrinchamos diversas questões em torno do assunto, mas ainda há algo muito importante: como implementar na prática os conceitos apresentados?

Abaixo, listamos uma série de medidas que podem contribuir para a prevenção de riscos e valorização da saúde dos colaboradores. No entanto, há alguns passos importantes que vêm antes de determinar a solução que será empregada.

Primeiramente, deve-se entender o estado atual do ambiente de trabalho. Para isso, é interessante fazer pesquisas de clima organizacional, conversar com os trabalhadores e inspecionar o local da organização.

A partir das informações coletadas, será possível definir a solução mais adequada e estruturar um plano de ação para implementá-la.

Importante destacar que a equipe de RH costuma ser a responsável por realizar essas ações. Aliás, esse time também costuma ser o responsável por acompanhar os indicadores e entender os resultados alcançados.

Fique agora com as nossas sugestões de iniciativas práticas:

  • diálogos sobre saúde física e mental;
  • ergonomia;
  • ginástica laboral;
  • programas de qualidade de vida no trabalho.

1. Diálogos sobre saúde física e mental

Construir um calendário de eventos, palestras, workshops e webinars com temas relacionados à saúde física e mental é uma boa maneira de conscientizar os colaboradores sobre o assunto.

Além disso, esse é um ótimo caminho para incentivar a adoção de hábitos saudáveis e equilibrados, mantendo o tema “fresco” na mente dos profissionais.

2. Ergonomia

A ergonomia é uma área da ciência que estuda a relação entre o ser humano e as condições de trabalho. A partir dos estudos, criou-se uma série de recomendações capazes de reduzir riscos e promover benefícios às pessoas.

Algo que muitos não sabem é que a ergonomia não compreende apenas aspectos físicos, ela também estuda questões organizacionais e comportamentais.

Alguns exemplos de medidas práticas que podem ser implementadas são:

  • oferecer um local com ventilação, iluminação e temperatura adequada;
  • disponibilizar cadeiras e mesas confortáveis;
  • comunicação adequada e sem cobranças excessivas. 

3. Ginástica laboral

A ginástica laboral consiste em um conjunto de atividades físicas realizadas durante as pausas no expediente. Ela serve para prevenir o desenvolvimento de problemas físicos e para evitar o desgaste mental devido às longas horas de trabalho.

Em geral, essa ginástica é colocada em prática por meio de uma série de alongamentos simples e fáceis de realizar.

4. Programas de qualidade de vida no trabalho

Os programas de qualidade de vida no trabalho são conjuntos de ações que apoiam a adoção de hábitos saudáveis entre os colaboradores da sua empresa.

Benefícios de terapia online e acesso a academias são bons exemplos de programas. Dessa forma, cria-se um incentivo para que o profissional tenha um acompanhamento psicológico ou se exercite regularmente.

Essas atividades são capazes de manter a saúde física e mental em dia, o que diminui o risco de desenvolvimento de doenças ocupacionais.

Como a OrienteMe pode ajudar a sua empresa?

Somos uma plataforma de terapia e orientação nutricional online que tem o objetivo de conectar profissionais a uma vida mais saudável. Nossa solução pode ser oferecida como benefício aos colaboradores da sua empresa para estimulá-los a cuidar da saúde mental e da alimentação.

Esse pode ser um ótimo caminho para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e diversos indicadores organizacionais, como atração e retenção de talentos, taxa de turnover, entre outros.

Também há benefícios especiais para a equipe de RH! Fornecemos acesso ao nosso Portal Corporativo, um painel com diversas informações sobre o benefício e os atendimentos. Nele, é possível saber os principais temas tratados, os níveis emocionais do time, a quantidade de videochamadas realizadas e muito mais.

Gostou da nossa solução, mas quer conhecê-la melhor? Confira a nossa página para empresas, que explica com detalhes os benefícios que proporcionamos!

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