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Qualidade de vida no trabalho

O que é sinistralidade? Entenda como calcular esse indicador!

Daniela Haidar Chohfi -

A sinistralidade é um importante indicador de RH que deve ser acompanhado por empresas que oferecem plano de saúde aos seus colaboradores.

Ela registra a relação entre uso do plano e valor pago à operadora de saúde, o que ajuda a antecipar possíveis reajustes no contrato.

Vamos conhecer mais sobre o assunto então? A seguir, explicamos todos os detalhes relevantes do tema. Confira!

O que é sinistralidade? Como funciona?

Sinistralidade é o conceito utilizado para definir a relação entre o custo por acionar o plano de saúde (sinistro) e o valor que a operadora do plano recebe da sua empresa (prêmio).

Esse é o principal indicador para entender se os valores do plano estão equilibrados e fazem sentido. Caso haja desequilíbrio, ele é utilizado como base para reajustes.

Mas essa é uma definição resumida e simplificada, vamos entender o funcionamento em maiores detalhes: toda vez que um colaborador da sua empresa aciona o plano de saúde, seja para fazer consultas, exames ou cirurgias, ele gera um custo para a operadora, que é chamado de sinistro.

Cada sinistro possui um valor variável de acordo com o procedimento realizado pelo colaborador.

Esses custos gerados precisam ser pagos de alguma forma, certo? Para isso, existe o prêmio, que é um valor fixo definido em contrato que a empresa paga à operadora.

Aqui, surge uma questão: e se os custos variáveis dos sinistros superarem o valor fixo do prêmio? A sinistralidade serve exatamente para fazer esse acompanhamento e, caso haja desequilíbrio, ajudar na busca por soluções.

No contrato, também define-se uma taxa de sinistralidade aceitável. Caso essa taxa seja superada, com certeza a operadora irá reajustar o valor do prêmio na renovação.

Motivos para alterações na sinistralidade

Porém, se o uso do plano estiver muito baixo e o valor não estiver compensando para a empresa, há dois possíveis cenários com soluções distintas:

  • Desconhecimento do benefício ou falta de incentivo de uso: os colaboradores podem não saber da existência do plano de saúde ou não possuem o costume de ter um acompanhamento médico. Aqui, é necessário estimular o uso por meio de campanhas internas.
  • Colaboradores saudáveis: ou os profissionais estão com a saúde e os hábitos equilibrados em dia, o que é ótimo para empresa e para a qualidade de vida deles. Nesse cenário, o melhor a se fazer é negociar os valores com a operadora ou procurar outro plano que faça mais sentido para o contexto da organização.

Leia também: O que é saúde ocupacional? 4 dicas para promovê-la

Quem determina a sinistralidade de uma empresa?

A sinistralidade de uma empresa é determinada principalmente pelo volume de uso do plano de saúde. O valor do prêmio também influencia na taxa, mas ele é fixo, diferentemente do sinistro.

Sendo assim, é possível afirmar que alguns fatores relacionados à saúde, em sua maioria negativos, podem causar um aumento significativo desse índice. A seguir, listamos os problemas mais comuns:

  • Ambiente sem segurança psicológica;
  • Infraestrutura inadequada;
  • Falta de hábitos saudáveis;
  • Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • Disseminação de doenças.

Ambiente sem segurança psicológica

Segurança psicológica é o conceito utilizado para definir ambientes de trabalho onde as pessoas se sentem livres para colaborar e serem elas mesmas. Ou seja, consiste em um espaço inclusivo, colaborativo, comunicativo e de crescimento.

Quando uma organização possui um ambiente que não condiz com essa características, é bem provável que os colaboradores desenvolvam desequilíbrios mentais e emocionais.

Imagine trabalhar em um local onde há um ou mais destes problemas: cobranças excessivas, pressão constante, comunicação agressiva, excesso de tarefas e carga horária inadequada. Impossível não ter consequências negativas na saúde mental e física, certo?

E esse ainda é o cenário de diversas empresas. De acordo com um estudo da Happiness Business School em conjunto com a Reconnect | Happines at Work, 48% dos brasileiros se sentem ansiosos no trabalho em alguns dias e 27% em quase todos os dias.

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Infraestrutura inadequada

Um espaço sem boas condições de infraestrutura e segurança do trabalho é a “receita” para o acontecimento de acidentes de trabalho, especialmente em indústrias, onde há maquinários perigosos.

Infelizmente, este é outro problema bastante comum em nosso país. Em 2020, houveram 446,9 mil notificações de acidentes de trabalho, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab).

Obviamente, acidentes de trabalho são problemas capazes de aumentar o uso do plano de saúde, além de causar outras graves consequências tanto para a companhia quanto para o colaborador.

Falta de hábitos saudáveis

A ausência de hábitos equilibrados entre os colaboradores, como alimentação saudável e prática regular de exercícios, pode resultar no desenvolvimento de diversas doenças.

A princípio, isso pode parecer algo fora do alcance das organizações. No entanto, a empresa pode desempenhar um papel importante na adoção desses hábitos. Em um dos tópicos a seguir, explicaremos melhor sobre isso!

Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional

Todos precisamos de descanso, certo? Trabalhadores que possuem um desequilíbrio entre vida pessoal e profissional são muito mais propensos a adquirirem doenças físicas e emocionais.

É fundamental que haja períodos de produtividade voltados ao cumprimento de tarefas profissionais. Porém, é igualmente importante a existência de momentos dedicados ao relaxamento e descanso. O funcionamento do nosso corpo e mente dependem desse equilíbrio.

Disseminação de doenças

Esse não é um fator comum. Na verdade, é bem raro. Contudo, não poderia ficar de fora desta lista, porque já faz anos que estamos passando por uma pandemia.

Obviamente, esse cenário está afetando a saúde de muitas pessoas, o que contribui para um alto número de acionamentos do plano de saúde.

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Como calcular a sinistralidade do plano de saúde?

De certa forma, nós já explicamos como calcular a sinistralidade do plano de saúde. Mas, para ficar ainda mais claro, apresentaremos um exemplo com a fórmula de cálculo.

Imaginemos que, ao longo de um ano, os colaboradores da sua empresa geraram um total de 78 mil reais em sinistros e o valor do prêmio seja de 52 mil reais. A conta ficaria assim:

índice de sinistralidade = (valor total dos sinistros ÷ valor do prêmio) × 100

índice de sinistralidade = (78.000 ÷ 52.000) × 100

índice de sinistralidade = 1,5 × 100

índice de sinistralidade = 150%

Nesse exemplo, com certeza a operadora de saúde irá reajustar o valor do prêmio na renovação do contrato. Afinal, há um desequilíbrio na taxa.

Importante destacar que uma sinistralidade aceitável não significa a inexistência de reajustes. Há outros fatores que podem influenciar no valor do plano de saúde, como o índice de Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH), também conhecido como inflação médica.

O que é um bom índice de sinistralidade?

Cada operadora determina qual o índice, mas, em média, um percentual aceitável de fica entre 70% e 75%. Se a sinistralidade da empresa está acima disso, considera-se anormal. 


Nesses casos, a atenção dos profissionais de psicologia organizacional da organização deve ser redobrada, para evitar descontroles financeiros e principalmente para monitorar o estado da saúde dos colaboradores, que pode estar em risco.

Apesar dessa questão não ser especificamente mencionada em nenhuma lei nem fiscalizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ela é legal. Porém, há algumas normas que, indiretamente, influenciam na forma como esse reajuste é feito:

  • Lei 9.656/98: o valor da mensalidade do plano de saúde e os critérios para seu reajuste devem estar claramente previstos no contrato, a fim de que nenhuma das partes seja prejudicada;
  • Resolução Normativa 195/09: nenhum contrato pode receber reajuste antes de completar doze meses, com exceção de reajustes por mudança de faixa etária;
  • Resolução Normativa 309/12: operadoras e seguradoras devem agrupar os contratos de planos coletivos com menos de 30 vidas para que o índice de sinistralidade e de reajuste seja o mesmo para todos os contratos.

Como é feito o reajuste da sinistralidade?

A ANS permite que as operadoras de saúde façam o reajuste a partir de dois critérios:

  • Idade: é feita contando intervalo de 5 anos, e o primeiro reajuste acontece quando o usuário completa 19 anos, sendo permitido a mudança dos valores até os 59 anos;
  • Anualmente: é calculado com base nas variações que ocorrem nas despesas com atendimento aos beneficiários, na intensidade no uso dos planos pelos colaboradores e também na inflação medida pelo IPCA. 

Qual é a diferença entre VCMH e sinistralidade?

O VCMH se distingue por ser um índice, de certa forma, “generalista”. Ele é calculado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e, normalmente, varia para além da inflação “comum” (IPCA).

Para calcular esse indicador, o IESS considera os custos das operadores de saúde, um período de apuração (costuma ser um ano), uma amostra de pessoas e uma ponderação.

E como ele impacta o setor de saúde? Basicamente, quanto maior forem os custos de saúde e a procura por esses serviços, maior vai ser o VCMH.

Com a pandemia, vimos um crescimento de ambos fatores: custos e procura. Logo, o salto do indicador foi considerável, o que causou um aumento relevante no valor dos serviços médicos.

Qual as consequências de uma sinistralidade alta na empresa?

O setor de RH das empresas geralmente percebe a mudança na sinistralidade por meio do cálculo de seu índice. Porém, existem outros sinais importantes que podem acompanham o desequilíbrio desse indicador, e também são sinais:

  • Desperdício com custos relacionados à saúde, que poderiam ser evitados com medidas preventivas adequadas;
  • Perda da produtividade dos colaboradores;
  • Risco de desenvolvimento de comorbidades mais sérias e crônicas;
  • Comprometimento do engajamento do colaborador;
  • Maior risco de impactos negativos na saúde mental da equipe, pela preocupação constante com doenças e procedimentos médicos;
  • Maior número de afastamentos, atestados com CID diferentes, entre outros.

Isso porque, a saúde é feita por um olhar integral para todas as bases que a sustentam, desde o psicológico, nutricional e físico. Sem equilíbrio, não é possível ser verdadeiramente saudável.

Para entender mais sobre o assunto, confira o Ted da Amanda Reis, em que ela conta mais sobre a relação entre o ambiente de trabalho e a qualidade de vida.

Gestão de sinistralidade: dicas de como reduzir o valor do plano de saúde

A seguir, conheça algumas dicas práticas para oferecer um ambiente de trabalho mais saudável e, por consequência, reduzir o uso do plano:

  • Construa um ambiente com segurança psicológica;
  • Invista em segurança do trabalho;
  • Implemente programas de qualidade de vida no trabalho.

1. Construa um ambiente com segurança psicológica

Segundo dados da OMS, o Brasil é o país mais ansioso do mundo com cerca de 18,6 milhões de diagnósticos e está entre os mais depressivos com 11,5 milhões de casos.

Isso indica que há uma alta probabilidade de haver um ou mais colaboradores sofrendo com essas condições mentais na sua empresa, especialmente se ela for de grande porte.

Esses distúrbios podem aumentar o uso do plano de saúde, uma vez que afetam a qualidade de vida das pessoas e demandam um tratamento próximo e contínuo.

Por conta desse cenário, recomendamos a construção de um ambiente de trabalho fundamentado na segurança psicológica.

Como explicado anteriormente, esse conceito define um conjunto de ações voltadas ao desenvolvimento de um ambiente saudável, colaborativo e amistoso. Dessa forma, cria-se um espaço que valoriza a saúde mental dos profissionais, prevenindo transtornos dessa natureza.

Mas como implementar isso na prática? A cultura e as lideranças são os pontos-chave. Deve-se construir uma cultura que a todo momento reforce a importância de um ambiente de trabalho equilibrado e colaborativo por meio de palestras, feedbacks, workshops e diálogos.

Porém, também deve haver um esforço para treinar e acompanhar as lideranças a fim de que elas realmente apliquem essa cultura no dia a dia da organização. De nada adianta divulgar os valores entre os funcionários, mas a rotina diária ser totalmente diferente, certo?

2. Análise os procedimentos mais utilizados

Para ter mais assertividade ao aplicar as ações para diminuir o índice de sinistralidade, um mapeamento assertivo é essencial.

Por isso, nos relatórios dessa métrica, cabe uma avaliação de quais procedimentos, tipos de atestados e outros pontos são mais utilizados pela equipe. Essas informações são importantes tanto para identificar as raízes dos problemas, se forem frequentes, quanto para planejar ações de prevenção mais assertivas.

Até porque, um índice de sinistralidade alto ou desregulado requer ações definitivas da empresa, mas que também não podem ser baseadas em achismos. Lembre-se: um RH estratégico deve se basear em dados concretos.

3. Invista em segurança do trabalho

Infraestrutura inadequada e falta de treinamentos sobre saúde e segurança do trabalho são as principais causas de acidentes. Logo, investir nesses fatores pode ser uma boa maneira de evitar que haja um uso excessivo do plano de saúde.

Lembra-se do dado sobre acidentes de trabalho que trouxemos? 446,9 mil notificações em 2020. Esse é um número extremamente alto que mostra como a segurança dos locais podem ser melhoradas, reduzindo o acionamento do plano.

4. Implemente programas de qualidade de vida no trabalho

Os programas de qualidade de vida no trabalho são conjuntos de ações e benefícios direcionados à promoção de hábitos saudáveis entre os colaboradores da empresa.

Esses programas contribuem para que os trabalhadores tenham um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, cultivando atividades saudáveis como acompanhamento psicológico, alimentação saudável e prática regular de exercícios físicos.

A adoção desses hábitos atua diretamente na manutenção da saúde física e mental das pessoas, diminuindo a probabilidade de desenvolver diversos tipos de doenças e transtornos.

Um exemplo prático de programa de qualidade de vida no trabalho são aqueles que tratam a saúde como um fator holístico, entendendo sua complexidade e individualidade ao mesmo tempo. 

Essa é uma das funções que a orienteme desempenha ao prezar pela saúde holística da sua organização. Estamos com a sua empresa desde o mapeamento dos principais indicadores de saúde para a sua organização, oferecimento de atendimento especializado para cada demanda, ações especiais e preventivas, e muito mais.


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Confira também: O que é gestão ocupacional e como implementá-la em empresas

A orienteme é a solução ideal para reduzir a sinistralidade na sua empresa!

Uma vida verdadeiramente saudável é composta por diversos fatores, mas principalmente pelo equilíbrio emocional, nutricional e físico. Por isso, uma das principais ações que a sua empresa pode fazer para potencializar o time é oferecer possibilidades de evolução nesse sentido. 

Afinal, uma equipe desequilibrada não consegue dar o seu melhor, o que afeta diretamente os resultados de toda a empresa e os principais indicadores de RH.

A orienteme é a opção ideal para te ajudar nesta tarefa. Somos uma plataforma que conecta colaboradores a uma vida mais saudável por meio de psicoterapia, orientação nutricional e orientação física, porque a saúde é composta por um olhar holístico.

Ao contratar a plataforma para sua empresa, os trabalhadores ganham acesso a profissionais de psicologia, nutrição e orientação física com certificação e experiência. 

Além disso, a equipe de RH tem o Portal Corporativo, um painel que permite acompanhar a evolução de diversos indicadores que ajudam a diminuir os níveis de absenteísmo, sinistralidade e aumentar a produtividade, entre outros!

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