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Teste de Síndrome de Burnout: como funciona?

Daniela Haidar Chohfi -

Com o crescimento do número de casos, procurar saber mais sobre o teste de Síndrome de Burnout pode ser o primeiro sinal para acender o alerta em relação à possibilidade da doença. 

É verdade que existem diversas formas de diagnosticar essa condição, já que os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas, ainda assim, algumas recomendações permanecem.

Por isso, reunimos mais informações neste artigo sobre como funciona o teste de Síndrome de Burnout, e mais:

  • O que é Síndrome de Burnout;
  • Quais os sinais;
  • Como é feito o diagnóstico;
  • Os 12 estágios do Burnout;
  • Como tratar a Síndrome de Burnout;
  • Como identificá-la no trabalho.

Boa leitura!

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout pode ser definida como um caso de estresse crônico e elevado relacionado ao trabalho, que se transforma em uma doença caracterizada pelo esgotamento físico e da saúde emocional

Por esses motivos, também é chamada de Síndrome do Esgotamento Profissional.

Portanto, ela é causada especialmente pelo excesso de trabalho, mas também pode ter outros agravantes como:

Por conta desse cenário, desde 1º de janeiro de 2022, a OMS classificou a Síndrome de Burnout como uma doença ocupacional, ou seja, que é causada por conta do exercício do trabalho.

Então, essa mudança ajudou a acender o alerta em diversas empresas, especialmente porque essa condição tem se tornado cada vez mais frequente, o que representa sérios riscos às pessoas. Se não tratada, esse esgotamento pode causar sequelas permanentes.

Por isso também a importância de entender mais sobre como é feito o teste de Síndrome de Burnout e como ele pode prevenir situações mais graves.

Leia também: 17 indicadores de RH para construir ações mais estratégicas

Sinais de Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout, como uma doença ocupacional, também apresenta dados alarmantes no Brasil.

Segundo informações de uma pesquisa divulgada pela International Stress Management Association (ISMA), 72% dos brasileiros ativos profissionalmente sofrem com alguma sequela de estresse, sendo que 32% deles têm sintomas de Burnout.

Assim, alguns dos sinais que denunciam a presença dessa doença são:

  • Irritabilidade;
  • Cansaço físico e mental;
  • Insônia;
  • Mudanças bruscas no apetite;
  • Isolamento social;
  • Dores de cabeça e no corpo;
  • Imunidade baixa;
  • Sensação de derrota, desespero e/ou insegurança;
  • Dificuldade de concentração e/ou baixa produtividade;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Sentimento de incompetência;
  • Sensação de ansiedade;
  • Baixa autoestima;
  • Negatividade constante.

Sendo assim, os sentimentos que acompanham esses sinais podem ir progressivamente comprometendo a saúde do colaborador, que não sente mais satisfação no dia a dia.

Teste de Síndrome de Burnout: como é feito? 

O teste de Síndrome de Burnout é uma das ferramentas que pode auxiliar na identificação de casos da doença. 

Existem diversos tipos, mas, geralmente, ele é composto por uma série de perguntas que ajudam a identificar os hábitos e sentimentos do indivíduo em relação à sua rotina de trabalho.

Portanto, pode conter questionamento voltadas a:

  • Sentimento de cansaço e desmotivação constante na rotina;
  • Dificuldade de desligar das atividades profissionais mesmo em período de férias;
  • Sensação de descontrole em relação à rotina;
  • Uso de bebidas alcoólicas ou outras substâncias para relaxar;
  • Sentimento de sobrecarga mesmo quando não está desempenhando as funções do trabalho;
  • Baixo desempenho sexual e pouca libido;
  • Isolamento de encontros sociais com familiares e amigos.

Com base nas respostas, o risco de Síndrome de Burnout é dividido em três níveis. Cada resposta conta uma certa quantidade de pontos. Quanto mais pontos, maior a probabilidade de desenvolvimento da doença.

Dessa maneira, é importante ressaltar, ainda, que o teste de Síndrome de Burnout, apesar de ser uma boa ferramenta para auxiliar o autoconhecimento, não funciona como diagnóstico.

Portanto, ao apresentar qualquer sinal ou se identificar com os questionamentos acima, procure a ajuda de um profissional habilitado.

Leia também: Feedback positivo: o que é, como fazer, exemplos e 5 técnicas para aplicar!

Quem faz o diagnóstico da Síndrome de Burnout?

O diagnóstico de Síndrome de Burnout é feito por um profissional da saúde, geralmente um psicólogo ou um psiquiatra. Esse diagnóstico também pode ser feito de maneira multidisciplinar.

Para isso, esses profissionais podem utilizar algumas ferramentas, como o teste de Síndrome de Burnout, entre outras. 

Dessa forma, alguns dos principais recursos são a análise clínica e do histórico do paciente, entendendo a causa do problema e seus agravantes.

Os 12 estágios da Síndrome de Burnout

Apesar de existir o teste de Síndrome de Burnout, essa condição não acontece do dia para a noite. Na maioria dos casos, a pessoa passa por uma grande mudança em relação aos seus hábitos e personalidades.

Com seus estudos, os psicólogos Herbert Freudenberger e Gail North conseguiram identificar os 12 estágios pelos quais os profissionais podem passar até desenvolver a Síndrome de Burnout.

Reconhecê-los, tanto em si quanto no outro, é uma das melhores formas de prevenir a doença e intervir antes do desenvolvimento de sintomas mais sérios.

  1. Necessidade de aprovação: é o momento em que o indivíduo quer mostrar seu valor como profissional, que sabe o que está fazendo e que é competente;
  2. Dificuldade em se desligar do trabalho: a pessoa começa a alongar as horas do expediente, a trabalhar nos finais de semana e responder mensagens em todos os momentos;
  3. Negação de necessidades pessoais: o trabalho vira o centro da vida do indivíduo. Ele começa a dormir menos, não ter horários para comer e negligencia momentos de lazer para trabalhar mais;
  4. Distanciamento dos conflitos: os efeitos dos comportamentos começam a ser sentidos na rotina, mas o profissional passa a ignorá-los;
  5. Reavaliação de valores: as prioridades da pessoa começam a mudar. O trabalho parece ser a única coisa que importa;
  6. Negação dos problemas: o indivíduo age sem empatia e tolerância. Começa a culpar os outros e ser agressivo por ver que os outros não trabalham como ele;
  7. Afastamento da vida social: a pessoa não tem interesse ou quase nenhuma vida social. O trabalho é o foco, mas agora é uma parte automática da rotina. Nessa fase, pode surgir o uso de drogas e álcool para aliviar a tensão;
  8. Mudança no comportamento: de forma brusca, o profissional apresenta uma personalidade muito diferente, ficando muito claro para as pessoas da convivência
  9. Perda de personalidade: a pessoa alcança um alto nível de negligência com suas necessidades, perde seus interesses e “não se reconhece mais”;
  10. Vazio interior: o indivíduo não consegue mais enxergar sentido no dia a dia e experimenta um profundo vazio de emoções. Para compensar isso, pode sofrer compulsões e abusar de substâncias;
  11. Depressão: acontecem sintomas de depressão, como desesperança,  melancolia, exaustão e incerteza;
  12. Burnout: por fim, a pessoa entra em colapso físico e mental. Nesse momento, ela requer ajuda médica urgente.

Portanto, se você reparou em alguns destes pontos em si mesmo ou em alguém do seu convívio, não deixe de procurar ajuda psicológica e psiquiátrica.

Como tratar a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é tratada com acompanhamento psicológico e psiquiátrico contínuo, além de uma mudança de hábitos. Isso porque, esses dois profissionais conseguem trabalhar em conjunto para tratar os sintomas e a causa do problema.

Durante o tratamento, o colaborador também deve ficar totalmente afastado de suas funções, uma vez que elas podem contribuir para altos níveis de estresse e piorar a condição.

Em alguns casos, não será fácil seguir as instruções dos profissionais, mas é necessário para uma recuperação efetiva. O ideal é que, após um caso de Síndrome de Burnout, o colaborador continue recebendo auxílio psicológico e psiquiátrico.

Além disso, também é recomendado que ele desenvolva outros hábitos saudáveis e duradouros que podem auxiliá-lo em sua jornada, como alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.

Portanto, são pequenas ações na rotina mas que, com consistência, podem garantir qualidade de vida.

Como identificar a Síndrome de Burnout na empresa

Líderes e profissionais de psicologia organizacional podem ser de grande ajuda no dia a dia de um colaborador que tem passado por momentos de alto estresse no trabalho.

Ainda assim, existem alguns comportamentos que, principalmente se acontecem com frequência, podem denunciar uma necessidade de mudança na cultura organizacional. Eles são:

Afastamentos do trabalho

Um alto número de afastamentos do trabalho pode indicar riscos na saúde geral dos colaboradores da sua empresa. 

Principalmente se estiverem motivados por problemas de condicionamento físico e saúde mental, podem estar colocando a empresa em sérios riscos.

Desengajamento e desmotivação

O desengajamento e a desmotivação da equipe podem denunciar a presença de uma possível Síndrome de Burnout, especialmente se são recorrentes e estão associados a relacionamentos ruins no ambiente de trabalho, principalmente se associados a maus líderes.

Atestados 

Atestados em geral, mesmo atestados com CID diferentes, também podem acender o alerta. Isso porque, eles podem denunciar mais do que a doença indicada, já que as condições de saúde mental também afetam o aspecto físico.

Alta rotatividade e problemas frequentes com indicadores

Uma equipe feliz e com bem-estar no trabalho costuma se manter por um tempo considerável na empresa. Nesse sentido, grandes alterações no quadro de funcionários e mudanças em outros indicadores, como produtividade, também podem indicar algo a ser notado.

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