Qualidade de vida no trabalho

Inteligência emocional no trabalho: 3 dicas para desenvolver na empresa

Daniela Haidar Chohfi -

A inteligência emocional é um assunto em alta, principalmente por sua relação com o trabalho.

Afinal, ela está diretamente ligada a como os profissionais lidam com as diferentes situações do dia a dia. Atualmente, desenvolver essa habilidade também representa um diferencial no mercado. Mas por que ela é tão importante e como adquiri-la?

Neste artigo, iremos explicar mais sobre a inteligência emocional no trabalho, como os profissionais de psicologia organizacional podem promovê-la na empresa e mais. Você entenderá:

  • O que é inteligência emocional
  • Qual a importância da inteligência emocional no trabalho
  • Os cinco pilares da inteligência emocional
  • Como desenvolvê-la no trabalho
  • A relação da saúde mental e da inteligência emocional 
  • Como continuar aprimorando a saúde emocional no trabalho

Boa leitura!

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional é a capacidade de entender e lidar com as emoções no dia a dia. Quanto maior a facilidade de uma pessoa em gerenciar seus sentimentos (principalmente os mais intensos e repentinos), maior a capacidade de inteligência emocional dela.

Dessa forma, ela não se deixa tomar pelas emoções, que também não afetam negativamente seu humor, relacionamentos e tomada de decisões.

A partir dessa definição, fica mais fácil entender o valor da inteligência emocional no trabalho, certo?

Ela é considerada uma soft skill, ou seja, uma habilidade comportamental. Tão importante quanto as hard skills, habilidades técnicas, essa capacidade é de grande influencia nas relações dentro das organizações.

Leia também: O que é SST? Entenda por que se preocupar com a Saúde e Segurança no Trabalho

Qual a importância da inteligência emocional no trabalho?

Você já ouviu dizer que algumas pessoas são “contratadas por suas competências técnicas, mas demitidas por suas habilidades emocionais”? A inteligência emocional tem relação direta com esse cenário.

Por isso, o controle das emoções é uma capacidade cada vez mais buscada pelo mercado de trabalho, pois faz com que o profissional esteja mais preparado para desafios, mudanças e pronto para tomar decisões assertivas. E os números sustentam isso.

Um levantamento do Pagegroup mostrou que 33,8% dos líderes de grandes empresas da América Latina consideram a inteligência emocional como uma das habilidades mais valorizadas no dia a dia. Isso porque essa capacidade abre portas para o desenvolvimento de muitas outras.

Benefícios de aprimorar a inteligência emocional no trabalho

Além das vantagens gerais que a inteligência emocional no trabalho proporciona, um profissional que aprimora essa habilidade consegue:

  • Reduzir o estresse no ambiente de trabalho;
  • Aumentar o foco e a concentração;
  • Melhorar a relação com os colegas;
  • Aumentar a empatia no dia a dia;
  • Ter uma maior produtividade;
  • Ter maior assertividade na comunicação.
  • Gerenciar conflitos.

E mais. A inteligência emocional é uma habilidade que vai além do âmbito do trabalho. Ao desenvolvê-la, mesmo que com foco no lado profissional, os efeitos se expandem para outros aspectos da vida.

Ao saber lidar e filtrar as emoções de forma produtiva, é possível ajudar a prevenir casos de estresse, ansiedade e até mesmo Síndrome de Burnout.

Em seu Ted sobre o assunto, Gabriel Rodríguez González fala mais sobre o tema e sobre como essa habilidade pode ser primordial para alcançar o sucesso. Legendas em português estão disponíveis, se necessário. Confira:

Os 5 pilares da inteligência emocional

Os conceitos da inteligência emocional foram estruturados pela primeira vez pelos psicólogos e teóricos Peter Salovey e John D. Mayer, em 1990. Naquela época, eles entenderam mais sobre essa habilidade e principalmente como alcançá-la.

De acordo com os estudos conduzidos por eles, o desenvolvimento da inteligência emocional pode ser definido em cinco pilares. Eles são:

  • Conhecer as próprias emoções;
  • Controlar as próprias emoções;
  • Automotivação;
  • Empatia;
  • Relacionar-se interpessoalmente.

1 – Conhecer as próprias emoções

O primeiro passo para lidar melhor com as suas emoções é simplesmente conhecê-las. Neste pilar, o indivíduo desenvolve a autoconsciência. Ele mapeia suas reações e como os sentimentos afetam seu dia a dia. Também é observado como ele se porta frente a certos estímulos.

Um exemplo simples é: imagine que certo colaborador estava a caminho do trabalho quando se envolveu em uma discussão no trânsito iniciada por outra pessoa. Como isso afetará o restante do dia dele?

Ou ainda, se ele discorda de algum ponto trazido pelo colega, como ele se comporta?

São questões como essas que ajudam a mapear as emoções, e é uma observação muito útil no ambiente de trabalho.

2 – Controlar as próprias emoções

Ao aprender a identificar suas emoções, segundo os estudiosos, o passo seguinte é entender como controlá-las. Esse é o momento de ter uma percepção mais profunda sobre si mesmo e perceber como você pode gerenciar os seus sentimentos para que eles não afetem as situações e relacionamentos do dia a dia.

Assim como o passo anterior, este requer uma análise mais detalhada das reações apresentadas. Também é útil registrar os pensamentos e ações da rotina, quais são as atitudes tomadas e quais seriam as melhores soluções.

3 – Automotivação

Com uma maior percepção sobre as emoções e como gerenciá-las, o próximo passo é entender que o maior impulsionador de uma pessoa é ela mesma. Assim, essa é uma das principais habilidades de indivíduos com uma alta inteligência emocional, sendo muito apreciada no ambiente de trabalho.

4 – Empatia

No quarto passo sugerido pelos autores, a gestão das emoções começa a sair do âmbito pessoal e se expandir para o que toca as outras pessoas. Aqui, além de reconhecer as emoções dos outros, é preciso fazer o exercício de entendê-las a partir da ótica delas, e não da nossa. Realmente trocar de lugar com elas e utilizar uma comunicação empática.

5 – Relacionar-se interpessoalmente

Por fim, o fortalecimento da inteligência emocional começa a estar presente nas relações. O último passo se concretiza quando a pessoa alcança o equilíbrio entre o controle das suas emoções, como ela as usa no dia a dia e como ela percebe os sentimentos dos outros.

Como desenvolver a inteligência emocional no trabalho? 3 dicas para aplicar na empresa

O desenvolvimento da inteligência emocional é, apesar de tudo, um processo individual. Mas isso não quer dizer que as empresas não possam promover essa prática no trabalho. Por isso, separamos 4 ações que o departamento de RH pode promover para isso:

Consciência das emoções

O primeiro passo de como desenvolver a inteligência emocional no trabalho não poderia ser diferente do indicado pelos estudiosos do assunto.

Assim como qualquer mudança relacionada à saúde mental, aqui, o reconhecimento é a chave. Mesmo no ambiente de trabalho, é preciso reparar em como as pessoas reagem aos diferentes sentimentos e estímulos do dia a dia. É preciso fazer com que elas tenham essa consciência também, principalmente se suas atitudes afetam o trabalho.

Uma prática que profissionais de RH podem incentivar é o acompanhamento das emoções. A partir de um arquivo ou outro documento, os colaboradores podem anotar suas emoções e reações durante o dia. Dessa forma, no final, eles poderão fazer uma análise mais clara sobre elas.

Incentive o exercício da comunicação

Pessoas com alta inteligência emocional no trabalho também são grandes comunicadoras. Como um dos principais pontos relacionados à melhoria dos relacionamentos interpessoais, a boa comunicação é essencial para aprimorar essa capacidade nas empresas.

Além do desenvolvimento pessoal, essa habilidade pode ser desenvolvida a partir da disponibilização de conteúdos sobre o tema, treinamentos e outras ações.

Nesse sentido, os feedbacks também são muito benéficos para fortalecer a autoconsciência dos funcionários e ajudá-los a evoluir.

Ofereça benefícios voltados à saúde mental

Essa é uma das principais ações que os negócios podem fazer para fortalecer a inteligência emocional no trabalho. Isso porque, apesar de ser um processo que pode e deve ser incentivado, ele depende das atitudes e da consciência individual.

Por isso, as organizações podem fortalecer a inteligência emocional de toda a empresa de forma contínua ao garantir benefícios voltados à saúde emocional. É possível, assim, desenvolver os colaboradores ao máximo em relação a suas habilidades emocionais.

Você sabe qual o custo da saúde
emocional para sua empresa?

A relação da saúde mental e da inteligência emocional no trabalho

A inteligência emocional é o pilar que ajuda a sustentar a saúde mental e fornecer maior qualidade de vida ao indivíduo. Isso porque, as emoções ruins estão diretamente relacionadas ao desequilíbrio emocional, e a maneira de solucionar isso é recuperar esse equilíbrio. 

Então, sem uma saúde psicológica estável, é muito difícil desenvolver a inteligência emocional no trabalho.

No dia a dia, situações desafiadoras podem acontecer, pois são rotineiras em um ambiente corporativo. Assim, se a pessoa não sabe lidar com elas, acaba acumulando sentimentos negativos, que podem deixá-la mais propícia a desenvolver doenças ocupacionais.

Por isso, para colaborar com a satisfação, com a produtividade e a saúde geral do colaborador, as empresas devem estar atentas à percepção de segurança psicológica que o time tem dela e como eles podem fortalecê-la. Para começar, uma boa ideia é aplicar as dicas que mencionamos anteriormente!

Como os líderes e o RH podem ajudar a desenvolver a inteligência emocional no trabalho?

Muito mais do que guiar pessoas e resultados, o papel de um líder também é desenvolver seus colaboradores para que estes evoluam constantemente.

E, nesse sentido, essa tarefa também fica para o RH.

Porém, alguns passos fazem com que a promoção da inteligência emocional no trabalho seja mais efetiva:

  • Dê exemplo: muitos líderes acabam não alcançando resultados por falta de exemplo. Porém, seus líderados são, muitas vezes, espelhos seus. Portanto, seja o maior exemplo de inteligência emocional deles no dia a dia e, quando eles não reagirem de acordo com o esperado, utilize suas habilidades para orientá-los;
  • Forneça meios de desenvolvimento: é claro que os colaboradores devem investir em seu aprimoramento, mas, se esta é uma prioridade na sua empresa, o ideal é ajudar com os primeiros passos. Você pode oferecer cursos, treinamentos e livros sobre o assunto;
  • Cuide do clima organizacional: é mais difícil desenvolver a inteligência emocional em ambientes com constante estresse e pressão. Para ter colaboradores saudáveis e que trabalham com maior produtividade, essa mudança deve acontecer dentro da empresa também.

Como continuar aprimorando a saúde emocional no trabalho?

Para se atualizar mais sobre o tema, é essencial acompanhar conteúdos de qualidade, como você está fazendo agora! Então, se quiser se aprofundar no assunto, indicamos o livro best-seller do psicólogo e jornalista Daniel Goleman. 

Também indicamos que você continue acompanhando o nosso blog. Constantemente publicamos conteúdos completos (como esse) sobre temas relevantes para o universo do RH.

Porém, como abordamos acima, para que os efeitos sejam duradouros e a pessoa consiga administrar suas emoções em diferentes situações, é preciso trabalhar sua saúde mental definitivamente. Por isso, a preocupação das companhias com o bem-estar físico e psicológico de seus colaboradores sempre deve ser levada em conta.

Nesse sentido, uma opção popular entre os negócios são aquelas voltadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento do tempo ao mesmo tempo.

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O desenvolvimento e o crescimento de equipes é composto de diversos fatores, mas principalmente pelo equilíbrio emocional, nutricional e físico. Por isso, uma das principais ações que a sua empresa pode fazer para potencializar o time é oferecer possibilidades de evolução nesse sentido. 

Afinal, uma equipe desequilibrada não consegue dar o seu melhor, o que afeta diretamente os resultados de toda a empresa e os principais indicadores de RH.

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